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Acho que dá para imaginar que sou uma pessoa que não desiste nunca. Amo minha família, tento fazer do meu lar um lugar seguro. Sou feliz embora tenha realizado menos do que desejasse, mas acredito no futuro, e acredito no meu futuro e, mais ainda, acredito que vou mudar o futuro! Com Santo Antônio como padrinho sinto que o fazer o bem só faz bem.

sábado, 25 de setembro de 2010

Mulheres, como agir com elas e por elas?

No final deste mês tive o prazer de assistir a uma palestra da Delegada Rose, sempre tão atual e elucidativa, responsável pela primeira delegacia da mulher e batalhadora de seus direitos até hoje.


O tema, como não podia deixar de ser: as agressões sofridas pela mulher e tão pouco punidas. A palestra foi promovida pela coordenadoria de políticas da mulher e teve início com a apresentação de uma reportagem da Globo, de 25 anos atrás, mostrando a inauguração da 1ª Delegacia da Mulher, com suas necessidades e dificuldades.


Maria da Penha Maia Fernandes

Falar das violências sofridas pelas mulheres é fácil, temos exemplos todos os dias nos noticiários de TV, e cada qual superando o outro em abusos de autoritarismo. A Lei Maria da Penha deveria coibir este tipo de atitude por parte dos agressores, uma vez que cerca todos os tipos de maus tratos, ela prevê punição a quem pratica violência doméstica que cause morte, lesão, sofrimento físico (violência física), sexual (violência sexual), psicológico (violência psicológica), e dano moral (violência moral) ou patrimonial (violência patrimonial),

Dá ainda a missão do andamento rápido às suas aplicações, pois feito o registro da ocorrência a autoridade deve lavrar o boletim, colher provas, proteger a vítima, exames de corpo de delito e periciais, ouvir testemunhas e identificar o agressor, juntar aos autos sua folha de antecedentes.

Quis escrever um texto mais explicativo de início, para depois discutirmos juntos o assunto. Hoje temos 129 delegacias em São Paulo e 400 no País, mas será que a situação mudou? Com a Lei deveria ter mudado! Sabemos que uma lei só tem razão de ser a medida que aqueles que forem aplicá-la tenham capacitação para fazê-lo, estejam preparados, reeducados, envolvidos.

A um tempo atrás escrevi sobre minha indignação com o caso Bruno, quando ao invés de se discutir a atrocidade do crime se discutia quem era vítima se ela não levava uma vida promiscua, se merecia ou não o fim que teve.

Quando todos nós somos juízes do próximo, capazes de julgar uma pessoa e decidir se ela deve ou não viver, se um crime cometido contra ela deve ou não ser relevado pergunto: uma lei pode mudar algo?

Pode sim, basta que a sociedade se una num mesmo propósito, temos que cobrar da polícia, do judiciário e principalmente da sociedade que a Lei Maria da Penha seja cumprida, mas, precisamos começar na educação de nossas crianças, em nossas casas.

O menino não tem mais direitos que as meninas, não podemos admitir que as meninas sejam subestimadas e subjugada já em casa. É comum ouvirmos frases como: mas você é menina..., só se for com seu irmão... obedeça seu irmão...., ou até mesmo as crianças ouvirem: eu deixo minha mulher fazer isso...

A mulher sempre foi tratada como propriedade do homem, tinha que obedecer o pai, depois o marido, cumprir a tarefas que lhe eram impostas e sofrer as punições pelas falhas. Os tempo mudaram, as mulheres se “emanciparam”, mas continuam subjugadas, com muito mais obrigações as mesmas punições e com mais julgamentos.

Denunciar, exigir punição, lutar pelos direitos, tudo é muito bonito, mas devemos começar mudando nossos conceitos, entendendo que somos iguais, homens, mulheres , crianças, brancos, negros, amarelos, etc., e lutar para que tudo que fere nossa realidade, nossos conceitos, nossa moral seja mudado, e se as leis já existem, que sejam cumpridas.Não devemos permitir abusos que nenhuma espécie, denunciar é um ato de coragem. Se não acontece em nossos lares devemos estar atentos para que também não aconteça no de nossos vizinhos, e se percebermos algo errado denunciar, assim será além de um ato de coragem, um ato de amor.

Somos irmãos, e por mais piegas que isso possa parecer é assim que é, e é assim que devemos agir, olhar o próximo como os olhos do coração, só assim as Leis terão sentido.

Clélia Vannucci

                                                

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